domingo, 14 de setembro de 2008

Leite contaminado

Cerca de 430 bebés chineses têm problemas renais
Cerca de 430 bebés chineses desenvolveram problemas renais depois de terem bebido leite contaminado por um produto químico, anunciou hoje o ministro da Saúde chinês em Pequim, precisando que o fabricante tinha recebido ordem de parar a produção.

"A 12 de Setembro, havia 432 casos de presença de cálculos renais no sistema urinário de bebés, detectados pelos departamentos sanitários", disse à imprensa o ministro Gao Qiang.

(...)

O escândalo do leite contaminado foi detectado sexta-feira com a abertura, pelas autoridades sanitárias, de um inquérito depois de um bebé ter morrido na quinta-feira e da descoberta de dezenas de casos de recém-nascidos que sofrem de problemas renais na província de Gansu (norte).

O Ministério da Saúde confirmou sexta-feira à noite que os bebés tinham adoecido depois de terem consumido leite em pó de Sanlu, contaminado por melamina, utilizada no fabrico de plástico e de colas e podendo artificialmente aumentar a taxa de proteínas.

Lusa (adaptado)


Enfim, há muito a dizer sobre isto, mas entraríamos por caminhos polémicos demais. Fica apenas o alerta: já não se pode confiar nas empresas de produtos alimentares de hoje em dia.


Update a 18 de Setembro de 2008
"Dezoito pessoas foram detidas na sequência da morte de quatro bebés que ingeriram leite contaminado, na China. Nesta altura há 6.200 crianças com problemas renais devido ao consumo do leite com melamina, muitas estão em perigo de vida.
Pelo menos 69 lotes de leite em pó da “Sanlu Dairy” estarão contaminados com melamina. Trata-se de uma substância química, normalmente utilizada no fabrico de plásticos, e que foi adicionada para eliminar maus odores e aumentar as proteínas do leite."
SIC

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Poemas perfeitos

O Amor É Uma Companhia
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E vê menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma cousa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.

Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas,
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Alberto Caeiro

Passei Toda A Noite


Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero.
Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.
Alberto Caeiro

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Dignidade Humana e Respeito pelos Direitos Humanos

Prova Escrita de Português – Grupo III
Enunciado:
“A propósito do P.e António Vieira, de cujo nascimento (1608) se comemoram os quatrocentos anos, escreveu Guilherme d’Oliveira Martins no Jornal de Letras, Artes e Ideias (13-26/Fevereiro/2008): «Foi um visionário, um diplomata, um pregador da Capela Real, um conselheiro avisado, um humanista, um lutador pelo respeito da dignidade humana, à frente do seu tempo, e um artífice, como houve poucos, da palavra dita e escrita».
Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras, apresente uma reflexão sobre a temática da dignidade humana e do respeito pelos direitos humanos no nosso tempo.
Para fundamentas o seu ponto de vista, recorra, no mínimo, a dois argumentos, ilustrando cada um deles com, pelo menos, um exemplo significativo.”

Resposta:
O respeito pelos direitos humanos é algo essencial para uma vivência saudável em comunidade, é algo que é necessário a todos.
Nos dias que correm a dignidade humana é “coisa de privilegiados”, de senhores de elite social. E, como não podia deixar de ser, estas são os que menos respeitam os direitos humanos.
Como todos sabem (apesar de o negarem) o trabalho infantil não é coisa do passado, é algo que continua presente na vida de muitas crianças que nascem em países menos desenvolvidos. São crianças criadas em famílias com grandes carências económicas, sendo por isso obrigadas a ir trabalhar, para dar uma pequena ajuda. Pequena ajuda, que de pequena só tem a quantia que recebem, pois os trabalhos realizados por estes meninos e meninas são, por vezes, muito mais pesados dos que um adulto de uma sociedade desenvolvida realiza. Com certeza, que será muito mais pesado do que o dos grandes senhores, aqueles grandes que apenas o são em coisas supérfluas, pois no que toca ao coração, são pequenos, microscópicos.
Não querendo dizes que sou melhor que alguém só porque as minhas posses económicas não são astronómicas. Até porque toda a gente que habita os países desenvolvidos tem um pouco, não de culpa, mas de inconsciência,
Todos sabemos que, em muitos países, a fome é ainda um problema, apesar da alimentação ser algo essencial para um bom funcionamento do metabolismo. Todos nós sabemos que a fome existe, mas insistimos em comprar comida em demasia e em deitar toneladas dela no lixo. Se parte desses alimentos fosse enviada para países carenciados, talvez se resolvesse parte de um problema que mata imensas pessoas.
Apenas temos que parar para reflectir sobre este tipo de problemas e tentar melhorar o nosso comportamento para o bem da Humanidade.
294 palavras


Sim, sim. Isto foi feito, no exame, já com o objectivo de ser postado.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

PPPPPs xD

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque para poupanças preferiu pintar panfletos. Partindo para Portimão, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Palmela, pernoitando, prosseguiu para Peniche, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulino pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Penafiel, povoação patrícia, para pedir permissão para prosseguir praticando pinturas - Pai, prefiro prosseguir pintando, preferindo, portanto, Paris. - Partindo para Paris, passou pelos Pirinéus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potros. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profunda privação passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, penosas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... – Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. - Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém pai Pascoal partira para província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Pai Pascoal para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, pai Pascoal puxando-o pelo pescoço proferiu: - Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pedro pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? - Pai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitistes, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pescaram poucos peixes, porém, passando pouco prazo, pescaram peixes pequenos, peixinhos, peixões. Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, pai Pascoal procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto: Pararei!
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E há quem se ache o máximo quando consegue dizer rapidamente:
"o rato roeu a rolha da garrafa de rum do rei da rússia."

(textinho de um blog que eu já não sei qual, quem quiser créditos só avisar nos comentários)